Um estudo global, publicado em 10 de dezembro de 2025, aponta que a desigualdade social atingiu níveis alarmantes, com 0,001% da população mundial concentrando três vezes mais riqueza do que 4,15 bilhões de pessoas, que representam a metade mais pobre da humanidade. O relatório, elaborado por um grupo de 200 economistas, incluindo o renomado Thomas Piketty, destaca que a renda dos 10% mais ricos é maior do que a soma dos outros 90%, evidenciando a disparidade econômica global.
No contexto brasileiro, o estudo revela que a desigualdade aumentou entre 2014 e 2024, contradizendo uma recente nota técnica do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), que afirmava que o país alcançou o menor índice de desigualdade em 30 anos. Economistas questionam a metodologia do Ipea, sugerindo que a análise da riqueza dos mais ricos não é suficientemente robusta, o que gera debates entre especialistas e autoridades governamentais sobre a veracidade dos dados apresentados.
As implicações do relatório são profundas, exigindo ações urgentes para mitigar a desigualdade. Os autores do estudo alertam que a concentração de riqueza não é apenas uma questão de justiça, mas afeta a resiliência das economias e a estabilidade das democracias. O documento também sugere a implementação de um imposto global sobre multimilionários, com o potencial de arrecadar US$ 750 bilhões anualmente, destacando a urgência de uma abordagem colaborativa para resolver essa crise global.

