Em reunião com clientes institucionais, especialistas da XP e do Santander analisaram as perspectivas para a política monetária brasileira, focando na próxima decisão do Copom, que ocorrerá no final de 2025. Eles preveem a manutenção da taxa Selic em 15% ao ano, adotando uma abordagem cautelosa diante de sinais de desaceleração da inflação e um cenário econômico ainda delicado.
Os analistas ressaltam que, apesar de um ambiente econômico relativamente positivo, a manutenção dos juros altos ainda é necessária. A previsão é que os cortes na taxa de juros comecem apenas em março de 2026, e uma flexibilização mais imediata não pode ser descartada, dependendo das condições econômicas. A saída de membros conservadores do Banco Central também gera incertezas no processo decisório.
O futuro da política monetária está intrinsecamente ligado ao cenário político pós-eleitoral de 2026, que poderá influenciar a extensão dos cortes, estimados entre 2,00 e 3,00 pontos percentuais. Além disso, o movimento do Federal Reserve, o banco central dos EUA, e a volatilidade do câmbio representam riscos adicionais que o Copom deverá considerar em suas deliberações.

