Economista defende privatização parcial dos Correios para solução eficiente

Fernanda Scano
Tempo: 1 min.

O economista-chefe da Austin Rating, Alex Agostini, afirmou que a força-tarefa do Tribunal de Contas da União (TCU) para fiscalizar estatais em crise não deve alterar a gestão dessas empresas. Em entrevista, ele destacou que a ação, embora positiva, carece de poder de intervenção e depende da vontade do governo federal para provocar mudanças efetivas.

Agostini explicou que o déficit das estatais, especialmente dos Correios, que pode chegar a R$ 8 bilhões, reflete não apenas má gestão, mas também uma cultura organizacional que precisa ser transformada. Ele sugere que a solução para os Correios passa pela concessão de parte de suas operações à iniciativa privada, o que poderia trazer maior eficiência e competitividade ao serviço postal.

As outras estatais mencionadas pelo TCU, como Infraero e Casa da Moeda, não enfrentam a mesma gravidade que os Correios, mas a fiscalização pode ser um passo importante para reestruturações. Agostini enfatiza a necessidade de uma análise individual de cada estatal, pois metade delas apresenta desempenho positivo, enquanto a situação dos Correios requer atenção especial e uma abordagem mais profunda.

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