A economia brasileira sofreu uma retração de 0,3% em outubro em relação a setembro, representando o segundo mês consecutivo de queda na atividade econômica. O recuo em setembro foi de 0,6%, com a taxa de juros elevada, atualmente em 15% ao ano, sendo identificada como um fator crucial para essa desaceleração. Este cenário é parte do Monitor do PIB, um estudo mensal do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getulio Vargas, divulgado em 16 de dezembro de 2025.
A economista Juliana Trece, responsável pelo levantamento, observa que a alta taxa de juros encarece o crédito e desestimula investimentos, impactando negativamente o consumo e a produção. Apesar dos desafios apresentados, o PIB brasileiro avançou 2,3% em termos anuais, com um crescimento de 1,5% no trimestre móvel encerrado em outubro. O aumento das exportações, especialmente de produtos agropecuários e da indústria extrativa, também contribuiu para a resiliência do PIB no acumulado do ano.
Os dados do Monitor do PIB e do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) revelam um panorama econômico complexo, onde a alta de juros visa combater a inflação, que retornou ao limite da meta em novembro. O resultado oficial do PIB é divulgado trimestralmente pelo IBGE, que reportou um crescimento de 0,1% no terceiro trimestre e 2,7% nos últimos 12 meses. O próximo resultado será apresentado em março de 2026.

