A dolarização de parte do patrimônio é uma questão que preocupa muitos investidores brasileiros, especialmente em um cenário econômico instável. A reflexão sobre quando dolarizar não se baseia em um único indicador, mas sim em uma série de fatores, incluindo a maturidade do portfólio e a necessidade de proteção contra a desvalorização do real. Para isso, é fundamental que o investidor tenha uma reserva de emergência e uma diversificação sólida em ativos domésticos antes de considerar a dolarização.
Atualmente, a maioria dos investimentos dos brasileiros está concentrada em renda fixa, com R$ 7,9 trilhões aplicados, onde 58,9% estão nessa categoria. Embora a participação na Bolsa esteja crescendo, a exposição a mercados internacionais permanece baixa. A dolarização surge como uma forma de proteção e oportunidade, especialmente em um contexto onde o real perdeu cerca de 40% de seu valor em relação ao dólar na última década, e mercados como o norte-americano oferecem acessos a ativos que não existem no Brasil.
Investidores devem entender que a dolarização não é uma estratégia a ser adotada somente em tempos de crise, mas sim uma decisão planejada e gradual. A diversificação em ativos internacionais, como o mercado imobiliário dos Estados Unidos, pode proporcionar segurança e liquidez. Portanto, a dolarização deve ser encarada como uma escolha estratégica de longo prazo, que visa não apenas proteger o patrimônio, mas também expandir as oportunidades de investimento.

