Disputa judicial envolve quadro de Tarsila do Amaral em casa de Setubal

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A pintura “Sol Poente”, de Tarsila do Amaral, gerou controvérsias após sua aparição na residência do ex-presidente do Itaú, Roberto Setubal. Avaliada em R$ 250 milhões, a obra está envolvida em um litígio judicial que questiona sua verdadeira propriedade, atualmente atribuída a Geneviève Boghici. A situação se intensificou após uma postagem nas redes sociais de uma ex-esposa de Setubal, que mostrava o quadro em sua casa, levando a especulações sobre uma potencial venda.

A obra pertence à viúva de Jean Boghici, um renomado colecionador de arte no Brasil, e faz parte de um inventário relacionado à herança do colecionador. Geneviève Boghici, que afirmou que a pintura está sob sua posse, enfrenta desafios legais para manter o quadro, que não pode ser vendido ou exposto sem autorização judicial. A confusão se intensificou após alegações de que o quadro poderia ter sido editado digitalmente em uma postagem que rapidamente foi removida.

Os desdobramentos dessa disputa por herança têm implicações significativas, não apenas para a família Boghici, mas também para o mercado de arte brasileiro. A situação evidencia a necessidade de clareza nas questões de propriedade e herança em casos de alto valor, que frequentemente atraem atenção pública. O futuro do quadro e sua exposição permanecem incertos enquanto a Justiça busca resolver a contenda.

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