O diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, manifestou-se criticamente sobre a revogação da prisão preventiva do presidente da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, Rodrigo Bacellar. Em sua declaração, Rodrigues ressaltou a incoerência de setores que clamam pelo combate ao crime, mas que, ao mesmo tempo, buscam flexibilizações penais em momentos de pressão política.
O episódio envolvendo Bacellar simboliza uma dissonância entre a retórica política e a realidade do combate ao crime organizado. A revogação da prisão, determinada por investigações sobre as ligações entre agentes públicos e estruturas criminosas, evidencia uma tendência de tratar o crime como um problema discursivo, não estruturante. Rodrigues aproveitou a ocasião para criticar a defesa de anistias e a necessidade de menos condescendência no enfrentamento criminal.
A intervenção de Rodrigues destaca a urgência de uma postura coerente entre os discursos políticos e as decisões institucionais. Ele enfatizou que a adequação das penas é fundamental para a afirmação da autoridade do Estado e a prevenção do crime. A declaração também se conecta ao debate sobre os condenados por atos golpistas, sublinhando que a pacificação não pode ser alcançada se crimes contra as instituições forem relativizados conforme o contexto político.

