Na quarta-feira, 17 de dezembro, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, expressou sua desaprovação em relação à proposta de redução de penas para condenados por tentativa de golpe, durante a cerimônia de posse do novo superintendente da PF no Distrito Federal. Rodrigues classificou a medida como uma incoerência, uma vez que contrasta com a narrativa de endurecimento penal promovida por representantes do Congresso Nacional.
O diretor enfatizou a importância de que as autoridades dos Três Poderes mantenham uma coerência entre suas declarações e ações em questões de política criminal. Ele argumentou que é contraditório defender penas mais severas enquanto se considera flexibilizar punições para crimes graves, como os relacionados a tentativas de golpe de Estado.
A proposta de modificação, já aprovada na Câmara, altera os parâmetros de dosimetria penal e poderá impactar a pena do ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente fixada em 27 anos e três meses. Essa situação levanta questões sobre a efetividade da política de endurecimento penal e o comprometimento das autoridades em manter a justiça e a coerência em suas decisões.

