O desembargador federal Macário Júdice Neto foi preso em sua residência, localizada na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, na manhã de 16 de dezembro de 2025. A detenção ocorreu durante a segunda fase da Operação Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações sigilosas ligadas à Operação Zargun, conduzida pela Polícia Federal.
De acordo com dados do Portal da Transparência, Júdice Neto recebeu mais de R$ 125 mil em novembro, valor que inclui sua remuneração básica e gratificações. As investigações sugerem que ele pode ter alertado um alvo da operação sobre a ação policial, levantando preocupações sobre a ética e a transparência no sistema judiciário brasileiro.
A defesa do desembargador contestou a legalidade da prisão, afirmando que a decisão foi baseada em informações incompletas. Advogados planejam solicitar a revogação da prisão e alegam que ainda não tiveram acesso total aos documentos que fundamentaram a medida, o que compromete seu direito de defesa.

