Pesquisadores identificaram indícios de produção deliberada de fogo em um sítio arqueológico em Barnham, Suffolk, datando de aproximadamente 415 mil anos atrás. A descoberta foi publicada na revista Nature e representa um avanço significativo em relação às evidências anteriores, que datavam de cerca de 50 mil anos. Este achado é crucial para a compreensão do desenvolvimento humano e suas interações com o ambiente.
No local, foram encontrados sedimentos queimados, machados de pedra e fragmentos de pirita, indicando que o fogo era produzido e mantido intencionalmente pelos grupos humanos que habitavam a região. A análise química e microscópica dos sedimentos revelou temperaturas superiores a 700 °C, típicas de fogueiras humanas, e não de incêndios naturais. Essa combinação de evidências sugere um controle ativo do fogo, essencial para a evolução das sociedades humanas.
A importância dessa descoberta reside no papel fundamental do fogo na evolução humana, que possibilitou a cocção de alimentos, facilitou a convivência em grupo e contribuiu para o desenvolvimento do cérebro. Os habitantes de Barnham provavelmente pertenciam a uma população ancestral dos neandertais, que já demonstrava comportamentos complexos. Devido à raridade de vestígios de fogo preservados, a preservação excepcional encontrada no sítio de Barnham é um marco para a arqueologia e a compreensão da história humana.

