O costume de jogar papel higiênico no vaso sanitário é identificado como uma das principais causas de entupimentos e custos elevados em residências brasileiras. Essa prática, comum em diversos países, se torna problemática devido às limitações da infraestrutura de saneamento do Brasil, que não foi dimensionada para lidar com materiais fibrosos. Especialistas alertam para a necessidade de mudança de hábitos para proteger o encanamento e o meio ambiente.
As tubulações brasileiras, frequentemente mais estreitas e antigas, não conseguem suportar o descarte de papel. Além disso, a alta concentração de fossas sépticas mal dimensionadas agrava a questão, pois essas estruturas não foram projetadas para tratar papel higiênico. A combinação de diâmetros reduzidos e baixa pressão na rede de esgoto resulta em entupimentos frequentes e custos elevados com manutenção.
A solução mais recomendada é a utilização de lixeiras com tampa ao lado do vaso sanitário, que pode evitar danos significativos ao sistema hidráulico. Essa prática não apenas prolonga a vida útil das fossas sépticas, mas também reduz a necessidade de serviços de desentupimento. Com a adoção dessa mudança, espera-se uma diminuição nos impactos ambientais, a partir da melhor gestão do descarte de resíduos.

