O deputado Gustavo Gayer, do PL de Goiás, foi indiciado pela Polícia Federal em um inquérito que investiga desvios de recursos públicos via cota parlamentar, com a participação de seu filho e assessores. A Diretoria de Combate ao Crime Organizado e à Corrupção apura a falsificação de documentos para a criação de uma Organização de Sociedade Civil de Interesse Público, com Gayer sendo acusado de associação criminosa, falsidade ideológica, falsificação de documento e peculato-desvio.
As investigações revelam que o deputado teria sido a figura central do esquema, que visava redirecionar verbas parlamentares. Em outubro do ano anterior, a PF já havia realizado uma operação de busca e apreensão, onde mais de R$ 70 mil foram encontrados com um de seus funcionários. No total, 19 mandados foram cumpridos em diversas localidades de Goiás e no Distrito Federal, evidenciando a extensão da investigação.
As implicações deste caso podem ser significativas, tanto para a carreira de Gayer quanto para a imagem do legislativo goiano. A situação ressalta a necessidade de maior transparência e controle sobre o uso de recursos públicos, especialmente em um contexto onde a confiança nas instituições é frequentemente questionada. O desdobramento das investigações poderá influenciar na legislação sobre a gestão de cotas parlamentares e na percepção pública sobre a corrupção.

