A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro protocolou um novo pedido de prisão domiciliar no Supremo Tribunal Federal (STF) nesta segunda-feira. O advogado Paulo Cunha Bueno ressaltou o agravamento do estado de saúde do político, que se encontra internado em um hospital de Brasília desde 24 de dezembro. Segundo o advogado, a situação de Bolsonaro é semelhante à do ex-presidente Fernando Collor de Mello, que obteve autorização para cumprir sua pena em casa por questões de saúde.
Atualmente, Bolsonaro está se recuperando de procedimentos cirúrgicos e os médicos que o acompanham, Brasil Caiado e Cláudio Birolini, informaram que ele apresentou melhora, embora ainda enfrente crises de soluços. A defesa, em seu pedido, argumentou que as intervenções médicas recentes e o quadro de saúde do ex-presidente justificam a solicitação de prisão domiciliar. O advogado enfatizou a necessidade de cuidados adequados para evitar um agravamento da situação médica de Bolsonaro.
Se o pedido for aceito, Bolsonaro poderá cumprir sua pena em casa, o que geraria implicações significativas tanto para o ex-presidente quanto para o cenário político atual. A decisão do STF sobre este pedido poderá influenciar a percepção pública e as futuras ações relacionadas a outros processos em andamento. A comparação com o caso de Collor pode também abrir precedentes para decisões similares no sistema judiciário brasileiro.

