A Cúpula do Mercosul, que ocorrerá em Foz do Iguaçu no dia 20 de dezembro, foi marcada como um momento decisivo para a assinatura do acordo comercial com a União Europeia. Contudo, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, anunciou o adiamento da assinatura, que agora deve ocorrer em janeiro, gerando frustração entre os líderes do bloco. O governo brasileiro, sob a liderança do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, esperava selar o pacto nesta data, mas enfrenta barreiras significativas que dificultam o progresso das negociações.
As conversas entre o Mercosul e a União Europeia têm se arrastado por quase 30 anos, passando por diversas fases de avanços e retrocessos. O atual cenário é marcado por uma pressão externa, especialmente da França e da Itália, que exigem garantias sobre a proteção de produtos agrícolas, elevando as tensões políticas. As negociações começaram em 1999, com um marco importante em 2019, mas os compromissos não se concretizaram devido a preocupações ambientais e mudanças nas lideranças políticas em ambos os blocos.
O adiamento da assinatura do acordo para janeiro de 2026 traz incertezas sobre o futuro das relações comerciais entre os dois blocos. Especialistas alertam que um acordo mais frágil pode não atender às expectativas de crescimento econômico e competitividade. As negociações continuarão a ser influenciadas por pressões políticas internas e externas, refletindo um cenário complexo que requer um equilíbrio entre interesses comerciais e ambientais.

