São Paulo enfrenta uma severa crise hídrica, marcada pelo ano mais seco da última década. Com chuvas abaixo da média histórica por três anos consecutivos, as autoridades já implementaram medidas de racionamento na capital. A represa Jaguari-Jacareí, que abastece 9 milhões de pessoas, opera com menos de 18% de sua capacidade, levando a preocupações sobre a segurança hídrica da região.
As previsões meteorológicas indicam que um aumento nas chuvas pode ocorrer nos primeiros meses de 2026, o que traria alívio ao sistema hídrico. Entretanto, a represa, que já apresenta níveis alarmantes, se aproxima da classificação mais crítica prevista em um protocolo de 2017 para situações de escassez. Especialistas alertam que mudanças climáticas têm intensificado a irregularidade das precipitações na região, exacerbando a crise.
Com o governo estadual implementando um plano de contingência que inclui racionamento de água e possíveis rodízios de cortes no abastecimento, a situação requer atenção urgente. Se os níveis de água não se recuperarem até janeiro, a população pode enfrentar desafios ainda maiores. A crise hídrica, acompanhada de recentes tempestades, evidencia a vulnerabilidade do sistema hídrico paulista diante das mudanças climáticas.

