Crescimento da sífilis entre gestantes preocupa autoridades de saúde no Brasil

Fernanda Scano
Tempo: 1 min.

O Brasil observa um alarmante aumento nos casos de sífilis entre gestantes, com registros que superam 810 mil desde 2005. Em 2024, a taxa de detecção atingiu 35,4 casos por mil nascidos vivos, evidenciando a crescente transmissão vertical da infecção. Essa situação se torna ainda mais crítica considerando que a sífilis é uma doença que pode ser diagnosticada e tratada de forma simples e acessível.

A distribuição regional dos casos revela desigualdades significativas, com quase 50% dos diagnósticos concentrados no Sudeste do país. A falta de diagnóstico adequado durante o pré-natal e o tratamento incompleto de parceiros sexuais são fatores que contribuem para o agravamento da situação. Essas falhas no sistema de saúde destacam a necessidade urgente de estratégias de prevenção mais eficazes e integradas.

As implicações da crescente incidência de sífilis congênita são profundas, incluindo abortos e complicações neonatais. A qualidade do pré-natal é diretamente refletida na incidência de sífilis congênita, tornando essencial a ampliação do acesso a testes e tratamentos adequados. O enfrentamento deste desafio requer vigilância constante e a implementação rigorosa de protocolos de saúde.

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