Um dia após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar uma trégua entre a Tailândia e o Camboja, o primeiro-ministro tailandês, Anutin Charnvirakul, declarou que os ataques continuam e o cessar-fogo não foi estabelecido. O conflito, que já dura mais de um século, se intensificou desde julho, quando pelo menos 48 pessoas perderam a vida em combates e cerca de 300 mil foram forçadas a deixar suas casas.
As tensões aumentaram com o Ministério da Defesa cambojano acusando a Tailândia de utilizar gases tóxicos e espalhar notícias falsas. Em resposta, a Tailândia expressou preocupação com seus cidadãos que estão retidos em um posto fronteiriço e denunciou o uso de minas terrestres pelo Camboja, que causaram baixas nas suas tropas. A retórica de ambos os países reflete um clima de hostilidade persistente, mesmo enquanto ambos clamam por paz em suas redes sociais.
As implicações do conflito são significativas, com a possibilidade de um agravamento das hostilidades que poderia levar a uma escalada militar. O histórico de confrontos entre os dois países, exacerbado por questões territoriais, levanta preocupações sobre a estabilidade na região. A situação permanece tensa, e a comunidade internacional observa atentamente os desdobramentos, especialmente no que diz respeito à mediação dos Estados Unidos e ao futuro das relações entre Tailândia e Camboja.

