CNJ afasta juiz federal por assédio sexual em Mossoró (RN)

Isabela Moraes
Tempo: 1 min.

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) anunciou, na terça-feira, 9, a aposentadoria compulsória do juiz federal Orlan Donato Rocha, de Mossoró, no Rio Grande do Norte, após denúncias de assédio sexual contra funcionárias terceirizadas e uma servidora. A decisão foi tomada por unanimidade, anulando uma sanção anterior de censura imposta pelo Tribunal Regional Federal da 5.ª Região, que não considerou os atos como assédio sexual grave.

O relator do caso, conselheiro Ulisses Rabaneda, ressaltou a seriedade das ações do magistrado, que provocaram constrangimento e abalo emocional nas vítimas. Rabaneda argumentou que a pena de censura se mostrou inadequada frente à gravidade das condutas, sendo essencial uma sanção que iniba futuras transgressões e reafirme a necessidade de ética na magistratura, tanto em esferas públicas quanto privadas.

Além de destacar a reprovabilidade das ações do juiz, o relator enfatizou que os comportamentos denunciados violaram os deveres funcionais e a dignidade das profissionais envolvidas. A aposentadoria compulsória, embora com vencimentos proporcionais, representa um esforço do CNJ para assegurar que magistrados mantenham padrões éticos elevados e evitem a repetição de comportamentos inadequados no exercício de suas funções.

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