China intensifica automação industrial com as ‘dark factories’

Laura Ferreira
Tempo: 1 min.

A China tem adotado um novo modelo de produção conhecido como ‘dark factories’, que são instalações automatizadas operando com mínima intervenção humana. Esse avanço, impulsionado por inteligência artificial e robótica, busca manter a competitividade do país no cenário global, especialmente diante da redução da força de trabalho e da resistência às suas exportações.

Em cidades como Jingzhou, fábricas como a da Midea utilizam robôs humanoides e sistemas centralizados para otimizar a produção, reduzindo o tempo de operação e aumentando a receita por funcionário em quase 40% entre 2015 e 2024. Essas instalações exigem tão pouca luz que podem operar no escuro, minimizando custos relacionados a energia e climatização, o que reflete uma mudança no paradigma industrial chinês.

As perspectivas futuras para as ‘dark factories’ são promissoras, pois a China continua a investir em tecnologia e automação para sustentar sua base industrial. Com a instalação de 295 mil robôs em um único ano, o país está se posicionando estrategicamente para enfrentar os desafios da escassez de mão de obra, acreditando que a adoção massiva de máquinas inteligentes é essencial para seu crescimento econômico.

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