No dia 31 de dezembro, a China anunciou a implementação de uma tarifa de 55% sobre importações de carne bovina que excederem uma cota específica para cada país. A decisão, comunicada pelo Ministério do Comércio chinês, afetará diretamente o Brasil, que é o principal fornecedor de carne ao mercado chinês, permitindo uma cota de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais neste ano.
As novas medidas visam proteger a indústria local da China diante do aumento das importações, que, segundo o governo chinês, causaram danos significativos ao setor nacional. A cota permitida para o Brasil aumentará gradualmente nos próximos anos, mas a imposição da tarifa para volumes excedentes pode impactar as exportações, que até novembro de 2025 totalizaram 1,499 milhão de toneladas, gerando receitas de US$ 8,028 bilhões.
Com a implementação dessas tarifas, a relação comercial entre Brasil e China poderá ser afetada, considerando que o país asiático já havia sinalizado a adoção de medidas de salvaguarda. A expectativa é que a situação leve a uma reavaliação das estratégias de exportação por parte dos produtores brasileiros, que devem se preparar para as novas condições de mercado nos próximos anos.

