No dia 31 de dezembro de 2025, a China anunciou a adoção de uma tarifa de 55% sobre a importação de carne bovina, medida que começará a valer em 1º de janeiro de 2026. O Brasil, que é o principal fornecedor dessa proteína para o mercado chinês, terá uma cota de exportação de 1,106 milhão de toneladas sem tarifas adicionais neste ano. A decisão foi comunicada pelo Ministério do Comércio da China e está prevista para vigorar por um período de três anos até 2028.
As novas medidas de salvaguarda foram implementadas em resposta ao aumento nas importações, que, segundo o governo chinês, causaram danos à indústria local. Além do Brasil, outros países exportadores também terão suas vendas limitadas por cotas, sendo que a Argentina e o Uruguai estarão entre os afetados. O governo brasileiro já havia antecipado essa possibilidade e está preocupado com o impacto nas exportações da carne bovina para a China, uma vez que o país representa 45% do mercado chinês dessa proteína.
As implicações dessa decisão podem ser significativas para a economia brasileira, especialmente para o setor agropecuário. A medida poderá reduzir a competitividade do Brasil no mercado chinês, afetando diretamente os lucros dos produtores locais. Além disso, o governo chinês indicou que a tarifa poderá ser ajustada ao longo do período de implementação, refletindo uma postura cautelosa em relação às relações comerciais entre os dois países.

