China impõe salvaguardas e afeta exportações brasileiras de carne bovina

Fernando Alcântara Mendonça
Tempo: 2 min.

A Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) manifestaram preocupação com a recente decisão da China de adotar medidas de salvaguarda às importações de carne bovina. As novas regras, que entram em vigor no dia 1º de janeiro de 2026, estabelecem cotas específicas e tarifas adicionais para volumes que superarem essas quantidades, impactando diretamente o acesso ao mercado chinês.

As entidades informaram que a cota destinada ao Brasil será de 1,106 milhão de toneladas em 2026, com uma tarifa de 12% para volumes dentro dessa cota e uma sobretaxa de 55% para excedentes. Atualmente, a China é o principal destino das exportações brasileiras de carne bovina, representando 48,3% do total exportado em 2025. A Abiec e a CNA enfatizam a necessidade de ajustes em toda a cadeia produtiva para evitar impactos negativos mais amplos no setor.

As duas organizações continuarão a monitorar a implementação dessas novas medidas e trabalharão em conjunto com o governo brasileiro e as autoridades chinesas. O objetivo é minimizar os efeitos adversos da sobretaxa sobre os pecuaristas e exportadores brasileiros, preservando assim o fluxo comercial estabelecido ao longo dos anos. A carne bovina brasileira, reconhecida por sua qualidade, desempenha um papel crucial no abastecimento do mercado chinês e na geração de emprego e renda no Brasil.

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