Na segunda-feira, 8 de dezembro, David Ellison, CEO da Paramount Skydance, levantou sérias preocupações sobre a possível fusão entre Netflix e Warner Bros durante uma entrevista ao programa Squawk on the Street, da CNBC. Ele advertiu que a combinação dos dois gigantes do streaming poderia resultar em um domínio de mercado sem precedentes, que prejudicaria a comunidade criativa e os consumidores, ao concentrar ainda mais o poder nas mãos da Netflix.
Ellison destacou a discrepância entre a abordagem da Paramount e a da Netflix, que tem se mostrado mais voltada para a redução de janelas de exibição nos cinemas. Segundo ele, a fusão resultaria em uma companhia com mais de 400 milhões de assinantes, superando a Disney, o que, na visão do CEO da Paramount, seria prejudicial para a diversidade e a saúde da indústria cinematográfica. A Paramount, por sua vez, se compromete a manter 30 lançamentos anuais nos cinemas caso sua própria fusão com a Warner seja concretizada.
As declarações de Ellison refletem um temor generalizado na indústria audiovisual sobre os impactos que a fusão pode causar, especialmente em relação aos lançamentos cinematográficos. Em um cenário onde a Netflix já domina o mercado, a fusão com a Warner poderia acelerar a transformação do consumo de filmes, em detrimento da experiência tradicional nas salas de cinema. Enquanto isso, as negociações entre Paramount e Warner continuam, colocando em jogo não apenas a estrutura do mercado, mas também o futuro do cinema.

