Na última sexta-feira, Flávio Bolsonaro anunciou sua pré-candidatura à Presidência, provocando reações de ceticismo entre os líderes do Centrão. O colunista Robson Bonin, em sua participação no programa Ponto de Vista, afirmou que a movimentação foi recebida como um balão de ensaio, sem a articulação política necessária, focada mais em resolver problemas internos da família Bolsonaro do que em construir um projeto eleitoral competitivo para 2026.
Bonin ressaltou que a pré-candidatura não seguiu os rituais de articulação partidária, sendo um movimento mais voltado para atender urgências familiares do que uma estratégia eleitoral sólida. A detenção do ex-presidente Jair Bolsonaro gerou uma corrida entre seus herdeiros, com Flávio emergindo como uma figura viável para manter a visibilidade do nome Bolsonaro, enquanto outros membros da família, como Eduardo e Michelle, enfrentam desafios em suas respectivas posições.
Embora o anúncio tenha movimentado o cenário político, Bonin acredita que a pré-candidatura de Flávio Bolsonaro não define o futuro da eleição. Nomes como Tarcísio de Freitas, que é visto como um candidato com viabilidade real, continuam nas sombras. Assim, a direita parece estar mais preocupada em fomentar um debate em torno de 2026 do que em estabelecer uma candidatura forte e unificada.

