A deputada federal Carla Zambelli, do PL de São Paulo, anunciou sua renúncia ao mandato neste domingo, 14 de dezembro. A decisão foi oficializada junto à Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados, que confirmou a informação através de uma nota. A renúncia ocorre em um contexto de pressão política e legal, uma vez que Zambelli se encontra presa na Itália desde julho deste ano.
Com a formalização da renúncia, o presidente da Câmara, Hugo Motta, do Republicanos da Paraíba, determinou a convocação do suplente Adilson Barroso, que tomará posse para ocupar a vaga deixada por Zambelli. A decisão se dá após a recente determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que decretou a perda imediata do mandato de Zambelli, alegando violação constitucional. Essa decisão reverte a votação da Câmara que, em um primeiro momento, decidiu pela manutenção de seu mandato.
A renúncia de Zambelli e a convocação do suplente marcam um momento importante na política brasileira, especialmente em relação à atuação do STF e suas implicações sobre a legislação eleitoral. O caso levanta questões sobre a responsabilidade política de parlamentares e o impacto de ações judiciais sobre mandatos eletivos. O desdobramento dessa situação poderá influenciar a dinâmica política e a imagem do PL, partido ao qual Zambelli é filiada.

