A Câmara dos Deputados decidiu não cassar o mandato da deputada Carla Zambelli, condenada pelo STF e presa na Itália, em uma votação que lembrou o caso de Natan Donadon em 2013. O deputado, também condenado por crimes graves, havia mantido seu mandato mesmo estando preso, mas foi afastado para a posse de um suplente devido à sua impossibilidade de exercer funções parlamentares.
A votação de Zambelli resultou em 227 votos pela cassação, abaixo do necessário, similar ao que ocorreu com Donadon, que teve 233 votos contra sua cassação. A diferença entre os tratamentos dados aos dois casos reside nas decisões dos presidentes da Câmara, Henrique Eduardo Alves e Hugo Motta, em relação à participação dos parlamentares nas atividades do Congresso enquanto enfrentavam problemas legais.
A situação atual levanta preocupações sobre a moralidade e a eficácia das ações do Legislativo, além de questionar se as instituições estão realmente comprometidas em responsabilizar seus membros. A definição sobre o futuro de Zambelli permanece em aberto, com Motta ainda sem uma posição clara, o que poderá influenciar a percepção pública sobre a justiça e a ética no Parlamento brasileiro.

