Câmara nega intenção de limitar imprensa após bloqueio no plenário

Rodrigo Fonseca
Tempo: 2 min.

A Câmara dos Deputados declarou nesta quinta-feira, 11, que não teve a intenção de limitar o trabalho da imprensa ao bloquear o plenário durante um incidente ocorrido na terça-feira, 9. O episódio envolveu a retirada forçada do deputado Glauber Braga e resultou na interrupção da transmissão da TV Câmara, o que gerou agitação entre os jornalistas presentes. A assessoria da Casa explicou que a suspensão foi motivada por um ‘procedimento técnico de praxe’.

Além de lamentar os transtornos causados, a Câmara informou que a decisão de retirar jornalistas e assessores do plenário foi tomada para garantir a segurança no local. Segundo a nota oficial, a Polícia Legislativa solicitou a retirada dos profissionais em conformidade com um ato da Mesa, reforçando que não houve intenção de cercear a atividade jornalística. A situação se intensificou quando jornalistas foram agredidos por policiais durante o tumulto.

A Câmara também ressaltou que as informações coletadas pelos jornalistas serão consideradas na apuração interna para identificar possíveis excessos nas ações tomadas durante o episódio. O deputado presidente da Casa, Hugo Motta, reiterou que a conduta de Glauber, ao não deixar a cadeira da Mesa, foi inadequada e comprometeu o funcionamento regular dos trabalhos legislativos. O desdobramento deste caso poderá ter implicações significativas para as relações entre a Câmara e a imprensa.

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