Câmara nega cerceamento da imprensa após tumulto em plenário

Isabela Moraes
Tempo: 2 min.

Na última quinta-feira, 11, a Câmara dos Deputados esclareceu que não tinha a intenção de limitar o trabalho da imprensa durante a interrupção da transmissão da TV Câmara. A situação ocorreu no dia 9 de dezembro, quando o deputado Glauber Braga foi removido da presidência por ordem do presidente da Casa, Hugo Motta. A assessoria da Câmara lamentou os transtornos causados aos jornalistas, que relatam ter sido agredidos por policiais legislativos durante o incidente.

A nota oficial da Câmara destacou que a decisão de retirar os jornalistas do plenário foi tomada em conformidade com um ato da Mesa e como medida de segurança. O incidente se deu em um contexto de tensão, onde a sessão estava sendo marcada por desentendimentos e a conduta do deputado Glauber foi considerada inadequada pelo presidente. A assessoria afirmou que as informações dos jornalistas seriam utilizadas na apuração de possíveis excessos durante a retomada dos trabalhos legislativos.

O episódio acende um alerta sobre a liberdade de imprensa no Brasil, especialmente em um ambiente político conturbado. Críticas à condução dos trabalhos e à segurança dos profissionais de comunicação podem resultar em implicações mais amplas para a transparência e o funcionamento democrático. A situação será acompanhada de perto, à medida que as investigações sobre a conduta da Polícia Legislativa e da Mesa Diretora prosseguem.

Compartilhe esta notícia