O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, está em espera por um parecer da assessoria jurídica da Casa para definir o futuro do mandato da deputada federal Carla Zambelli, que enfrenta sérias acusações legais. O prazo para essa definição se estende até a próxima segunda-feira, dia 15, e, segundo a equipe de Motta, a orientação deve focar na posse do suplente Adilson Barroso, ao invés da cassação da titular. Essa questão surge em meio a uma determinação do Supremo Tribunal Federal que requer a ação da Câmara neste sentido.
Recentemente, a Primeira Turma do STF confirmou a decisão do ministro Alexandre de Moraes, que determinou a perda imediata do mandato de Zambelli. A deliberação da Câmara, que havia rejeitado a cassação, foi considerada uma afronta à corte, refletindo um desvio de finalidade. A votação que seguiu essa ordem apontou 227 votos a favor da cassação, evidenciando a divisão política dentro da Casa, onde eram necessários 257 votos para que a cassação fosse efetivada.
A situação de Zambelli é complexa, pois ela se encontra presa na Itália, aguardando a decisão sobre sua extradição, após ter sido condenada por invasão de sistemas e adulteração de documentos. Se o seu mandato for cassado, perderá a elegibilidade por um período significativo, o que poderia impactar suas futuras candidaturas. O desdobramento dessa situação poderá influenciar não apenas a política local, mas também a imagem do Legislativo diante da sociedade e do Judiciário.

