A Bulgária está prestes a adotar o euro, tornando-se o 21º país a integrar a moeda única europeia, em uma transição programada para a meia-noite de 31 de dezembro. O pequeno Estado balcânico, com 6,4 milhões de habitantes, aposentará sua moeda, o lev, que circula desde o fim do século XIX. Essa mudança gera preocupações entre os cidadãos, que temem uma possível inflação e instabilidade política, especialmente no contexto de recentes tensões governamentais.
As bancas do ‘Mercado das Mulheres’, em Sófia, já exibem preços em lev e euros, refletindo a iminente mudança. Alguns búlgaros, como um aposentado local e uma vendedora, expressam otimismo sobre a adaptação à nova moeda. No entanto, muitos temem que os preços aumentem drasticamente, com produtos alimentares já apresentando uma alta de 5% nos últimos 12 meses, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística.
As autoridades búlgaras tentam acalmar a população, prometendo que a adesão ao euro dinamizará a economia e afastará o país da influência russa. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a nova moeda trará benefícios concretos aos búlgaros, facilitando viagens e aumentando a competitividade. Contudo, a Bulgária enfrenta também desafios políticos, com o recente colapso de seu governo de coalizão e a iminência de novas eleições legislativas.

