Em um relatório recente, o BTG Pactual anunciou que os lucros das empresas brasileiras listadas devem atingir R$ 339,7 bilhões em 2026, com um crescimento de 17% em relação ao ano anterior. A análise exclui as empresas Petrobras e Vale, cujos desempenhos são frequentemente considerados fora da média do mercado. Este prognóstico é otimista, especialmente em um cenário de desaceleração econômica previsto para o país.
O relatório também destaca que a expansão esperada dos lucros para 2026 supera a alta de 14% estimada para 2025. Embora o BTG preveja um crescimento do PIB de apenas 1,5% para o próximo ano, a queda nas taxas de juros pode aliviar as despesas financeiras das empresas, contribuindo para um desempenho mais robusto. As empresas focadas no mercado interno devem se beneficiar de um crescimento projetado de 12,5% em 2026, enquanto as de commodities enfrentam uma expectativa de alta mais modesta.
Com a inclusão da Petrobras e da Vale, os lucros consolidados das empresas brasileiras poderiam chegar a R$ 475,6 bilhões, representando um aumento de 8,2%. A equipe de análise do BTG, liderada por Carlos Sequeira, acredita que a redução na Selic em 3 pontos percentuais no próximo ano pode ser um fator decisivo para a recuperação econômica e o aumento da confiança do investidor. O cenário delineado sugere um ambiente de otimismo cauteloso para o mercado brasileiro nos próximos anos.

