O Brasil registrou uma inflação de 4,46% em novembro, atingindo pela primeira vez em 2025 a faixa esperada pelo Banco Central. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE), oferecendo um alívio em meio a um cenário econômico desafiador. Apesar dessa melhora, a inflação permaneceu elevada durante o ano, refletindo preocupações sobre a popularidade do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A inflação mensal foi de 0,18%, ligeiramente superior aos 0,09% registrados em outubro. O índice de preços desacelerou gradualmente, impulsionado pela queda nos preços dos alimentos, um fator crucial para a economia. O mercado projeta que a inflação anual encerre o ano em 4,4%, segundo o boletim Focus do Banco Central, que também indica a possibilidade de uma nova taxa de referência a ser anunciada posteriormente.
A redução da inflação pode levar a uma flexibilização na política monetária do Brasil, que atualmente possui uma das taxas de juros mais altas do mundo, em 15%. Lula tem pressionado o Banco Central para reduzir essa taxa a fim de estimular o crescimento econômico. Contudo, juros altos dificultam o acesso ao crédito e podem desestimular o consumo e o investimento, criando um dilema para a política econômica do país.

