Bielorrússia solta líderes da oposição após acordo com os EUA

Amanda Rocha
Tempo: 2 min.

A Bielorrússia anunciou a libertação de 123 prisioneiros neste sábado, incluindo a líder da oposição Maria Kolesnikova e o ganhador do Nobel da Paz Ales Bialiatsky. O anúncio foi feito após um acordo inédito entre o governo bielorrusso e os Estados Unidos, conforme reportado pelo grupo de direitos humanos Viasna. O presidente Alexander Lukashenko, que tem sido alvo de críticas internacionais, tem mantido milhares de prisioneiros políticos desde a eleição contestada de 2020.

Maria Kolesnikova, uma figura central na resistência ao regime de Lukashenko, tornou-se conhecida por sua ousadia ao rasgar seu passaporte para evitar deportação. Por sua vez, Ales Bialiatsky, que passou mais de 1.600 dias encarcerado, é um renomado defensor dos direitos humanos e fundador da Viasna, que denuncia a repressão em Belarus. A libertação ocorre em um momento delicado nas relações entre Minsk e Washington, especialmente após a suspensão de sanções ao potássio bielorrusso.

As implicações desta libertação são significativas, pois pode sinalizar uma mudança na postura de Lukashenko em relação à pressão internacional. O Comitê Nobel Norueguês expressou alívio pela libertação de Bialiatsky, ao mesmo tempo que reiterou a necessidade de libertar os mais de 1.200 presos políticos restantes. Kolesnikova, agora na Ucrânia, afirmou sentir uma “felicidade surreal”, mas também destacou a luta contínua por liberdade em seu país.

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