O Banco Mercantil do Brasil enfrentou uma queda significativa de 15,52% em suas ações nesta sexta-feira, 26 de dezembro de 2025, após a assinatura de um acordo de transação tributária com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. O valor total do acordo é de R$ 1 bilhão, que será pago à vista, visando regularizar uma dívida fiscal que totaliza aproximadamente R$ 2,5 bilhões, encerrando assim a maioria dos litígios judiciais e administrativos que se arrastavam por mais de uma década.
O acordo elimina cerca de 20 processos judiciais e 10 administrativos, permitindo que o banco se concentre em suas atividades comerciais sem as amarras de disputas legais prolongadas. Segundo Paulino Rodrigues, CFO do Banco Mercantil, esta resolução histórica foi um passo crucial para o futuro da instituição. Além disso, o banco anunciou um aumento de capital de R$ 500 milhões, destinado a reestruturar sua base financeira após a liquidação do acordo, garantindo direitos de preferência aos acionistas existentes.
As implicações do acordo são significativas, pois não apenas resolvem uma controvérsia de longo prazo, mas também visam manter a solidez financeira do Banco Mercantil. Com o novo capital social projetado para ser de R$ 953,1 milhões, a instituição está posicionada para seguir seus planos de crescimento sem interrupções. Esta situação destaca a importância da gestão adequada de passivos e a necessidade de um planejamento financeiro robusto em tempos de incerteza econômica.

