A recente liquidação do Banco Master e a crise financeira da Ambipar provocaram uma mudança nas abordagens de investimento de gestores de patrimônio e instituições financeiras. Com a decisão do Banco Central de liquidar o Master, surgiram investigações sobre fraudes em produtos que impactaram milhões de investidores, revelando a fragilidade do sistema financeiro. Ao mesmo tempo, a Ambipar, que se destacou na Bolsa como uma referência em sustentabilidade, enfrentou severas dificuldades financeiras, levando-a a solicitar recuperação judicial após uma drástica redução no valor de seus títulos.
Esses desdobramentos ocorrem em um contexto de crescente número de pedidos de recuperação judicial, que saltaram de 2.273 em 2024 para 4.900 apenas no primeiro semestre de 2025. A crise, que atinge principalmente micro e pequenas empresas, demonstra um ambiente de crédito cada vez mais tenso e menos tolerante a riscos. Especialistas apontam que a reforma da Lei de Recuperação e Falências em 2020 tentou mitigar esses problemas, permitindo a reestruturação de empresas viáveis, mas os desafios permanecem, exigindo prudência por parte dos investidores.
O impacto dessas situações é profundo e pode influenciar a confiança do mercado em um momento delicado. A resposta dos gestores financeiros e das instituições a essas crises pode redefinir o panorama do crédito no Brasil. Enquanto a recuperação judicial se torna uma alternativa legítima para muitas empresas, a necessidade de cautela nos investimentos é mais urgente do que nunca, segundo análises de especialistas do setor.

