Na última quarta-feira, 31 de dezembro de 2025, o Exército americano confirmou a morte de três indivíduos em ataques a embarcações suspeitas de envolvimento no narcotráfico. Os ataques ocorreram em águas internacionais e foram parte de uma ofensiva que, segundo autoridades de Washington, visa combater o transporte de drogas, elevando o número total de mortos para pelo menos 110.
O Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom) afirmou que as embarcações atacadas estavam em um comboio e que as ações se basearam em informações sobre atividades de tráfico. No entanto, não foram apresentadas evidências concretas que comprovassem a participação das embarcações em atividades ilícitas. Especialistas em direito internacional expressaram preocupações sobre a natureza das operações, sugerindo que as ações podem ser consideradas execuções extrajudiciais, uma vez que os alvos não representavam uma ameaça imediata.
A situação gerou reações de organizações de direitos humanos e do Alto Comissariado da ONU, que pediu uma investigação sobre a legalidade dos ataques. O presidente americano, à época, intensificava sua campanha contra o governo da Venezuela, acusado de liderar um cartel de drogas, enquanto o mandatário venezuelano negava as acusações e afirmava que os EUA buscavam uma mudança de regime em seu país por motivos econômicos.

