Um ataque armado em Bondi, na Austrália, resultou em 15 mortes e dezenas de feridos, gerando uma onda de choque nacional. Os suspeitos, um pai e um filho, foram identificados como Sajid e Naveed Akram, e teriam se inspirado no Estado Islâmico, viajando para as Filipinas antes do atentado. O governo australiano anunciou que reavaliará as leis de controle de armas em resposta a esse trágico evento, considerado o mais letal em 30 anos no país.
A Comissária da Polícia Federal Australiana, Krissy Barrett, indicou que os primeiros indícios apontam para um ataque terrorista. Os Akram teriam utilizado armas automáticas para disparar contra uma multidão durante um festival, causando pânico e deixando diversas vítimas feridas. Além disso, a polícia encontrou um veículo com artefatos explosivos e bandeiras associadas ao EI, reforçando a gravidade da situação e a conexão com grupos terroristas.
Este ataque gerou um clamor por medidas de segurança mais rigorosas, especialmente para proteger a comunidade judaica, frequentemente alvo de atos de violência. O embaixador israelense na Austrália, Amir Maimon, expressou preocupações sobre a necessidade de segurança para os judeus no país. O incidente não apenas provocou uma reflexão sobre políticas de armas, mas também acendeu um debate sobre a proteção de minorias religiosas em um clima de crescente antissemitismo.

