Assembleia Legislativa de Goiás prioriza homenagens em detrimento de debates

Patricia Nascimento
Tempo: 2 min.

A Assembleia Legislativa de Goiás (Alego) tem sua rotina marcada por homenagens e entrega de títulos, sob a liderança do presidente Bruno Peixoto. Durante a semana de 8 a 12 de dezembro, a agenda oficial se concentrou em solenidades, deixando em segundo plano discussões sobre questões relevantes para o estado, como infraestrutura e saúde. Apenas uma audiência pública foi realizada para debater a gestão de recursos hídricos, evidenciando a falta de foco em temas estruturais.

O sociólogo e pesquisador Jones Matos critica essa dinâmica, afirmando que a Alego tem se tornado um “puxadinho” do governo estadual, limitando-se a aprovar propostas sem uma análise crítica. Em vez de enfrentar desafios como a precarização do trabalho rural e a crise fundiária, a Casa se dedica a atividades simbólicas, como a entrega de medalhas e comendas. Essa abordagem, segundo Matos, banaliza a função legislativa e desvia o foco das necessidades reais da população goiana.

A expectativa era de que a presidência de Bruno Peixoto trouxesse modernização e diálogo com a sociedade, mas a realidade aponta para um Legislativo menos produtivo e desconectado das demandas urgentes do estado. Com a continuidade desse padrão, a falta de iniciativas relevantes pode comprometer a capacidade da Alego de desempenhar seu papel fiscalizador e de promover políticas públicas eficazes para Goiás.

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