Em Nova York, a Arquidiocese local anunciou uma campanha de arrecadação de US$ 300 milhões destinada a indenizar aproximadamente 1,3 mil pessoas que afirmam ter sido vítimas de abuso sexual por padres e funcionários ao longo de décadas. O cardeal Timothy Dolan, responsável pela iniciativa, ressaltou a importância de um acordo abrangente com as vítimas, após reuniões recentes com advogados envolvidos. Essa medida surge quase 25 anos após o escândalo de pedofilia na Igreja Católica em Boston, refletindo um esforço contínuo de reparação por parte da instituição.
A iniciativa de indenização é parte de um esforço mais amplo da Arquidiocese, que inclui cortes orçamentários e venda de propriedades, como a sede na Primeira Avenida, vendida por US$ 100 milhões. Dolan enviou uma mensagem a aproximadamente 300 mil católicos, pedindo perdão pelas falhas da Igreja em proteger seus jovens e reconhecendo a vergonha trazida pelo escândalo. A presença de advogados experientes, como Jeff Anderson, entre os acusadores, destaca os desafios legais que a Arquidiocese ainda enfrenta.
Além disso, a movimentação em Nova York ocorre paralelamente a um acordo judicial da Arquidiocese de Nova Orleans, que se comprometeu a pagar US$ 230 milhões a sobreviventes de abuso. O arcebispo Gregory Aymond expressou satisfação com o resultado, embora tenha reconhecido que muitas vítimas ainda lidam com os traumas do passado. O futuro da Igreja Católica em relação a esses casos de abuso dependerá de como ela implementará mudanças efetivas e oferecerá suporte às vítimas.

