A Grande São Paulo enfrenta sérias consequências após a falta de energia que começou na quarta-feira, 10 de dezembro, devido a ventos intensos e a passagem de um ciclone extratropical. Estima-se que o comércio tenha sofrido perdas de até R$ 77,5 milhões, afetando diretamente mais de 2,2 milhões de cidadãos, conforme relatório da Associação Comercial de São Paulo (ACSP).
O Instituto de Economia Gastão Vidigal da ACSP baseou suas projeções no volume de negócios diário da região, destacando que os prejuízos ainda podem aumentar. A situação é preocupante, pois as consequências da falta de energia não são homogêneas, com algumas áreas da capital ainda sem eletricidade. O economista da ACSP, Ulisses Ruiz de Gamboa, ressaltou que a diminuição das compras imediatas e por impulso é um dos principais fatores de impacto econômico.
À medida que a Enel trabalha para restaurar o fornecimento, cerca de 754 mil imóveis ainda permanecem sem eletricidade. A empresa informou que danos severos à infraestrutura elétrica foram causados pelo evento climático, e uma reconstrução completa da rede é necessária em várias regiões. A situação exige atenção contínua, uma vez que os efeitos econômicos e sociais do apagão ainda estão se desdobrando.

