A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania (CDHC) da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) contabilizou 383 denúncias de violações de direitos humanos até 7 de novembro deste ano. A média de atendimentos foi de 1,5 por dia, mantendo-se estável em relação ao ano anterior, quando foram registradas 385 queixas. As denúncias foram analisadas pela comissão, que aprimorou a coleta e a classificação de dados, destacando a importância de um acompanhamento mais eficaz em cada caso.
O relatório aponta um aumento nas violações relacionadas ao acesso à saúde, com 23 registros, e destaca 21 casos de saúde mental, evidenciando as consequências de violações reiteradas. A população negra é fortemente afetada, com 69,5% das denúncias envolvendo pessoas pretas e pardas. A maioria das vítimas atendidas são homens entre 25 e 29 anos, com as violações ocorrendo predominantemente no sistema prisional e perpetradas por indivíduos, além de agentes do governo estadual.
A deputada estadual Dani Monteiro, presidente da CDHC, criticou a falta de retorno dos órgãos públicos em relação a ofícios enviados para monitoramento das ações de segurança. Ela ressaltou que a ausência de respostas compromete a transparência e a responsabilidade pública, principalmente em comunidades vulneráveis. O relatório de 2025 reafirma a presença constante da violência de Estado e o impacto desproporcional sobre a população negra e moradores de favelas, evidenciando a necessidade urgente de reformas nas políticas sociais e de segurança.

