Alemanha debate proibição de fogos de artifício após violência no réveillon

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

Na véspera de Ano Novo de 2025, a Alemanha registrou uma série de incidentes violentos relacionados à queima de fogos de artifício, levando a uma mobilização significativa de bombeiros e policiais. Em cidades como Berlim e Leipzig, o uso de fogos como armas contra autoridades se tornou alarmante, resultando em feridos e detenções. A tradição, que é celebrada por uma minoria, levanta questões sobre segurança e saúde pública, especialmente em relação a animais de estimação e pessoas vulneráveis.

As vendas de fogos de artifício alcançaram recordes no último ano, com gastos de 197 milhões de euros, e a Federação da Indústria Pirotécnica prevê um aumento nas vendas. No entanto, o uso irresponsável desses artefatos tem gerado um aumento de ferimentos graves, incluindo queimaduras e traumas auditivos. Organizações de proteção animal e saúde pública, juntamente com o Sindicato da Polícia, pressionam por uma proibição do uso privado de fogos, que já acumulou mais de 2,6 milhões de assinaturas em petições.

A crescente insatisfação da população em relação à segurança na véspera de Ano Novo reflete um sentimento de medo, especialmente entre mulheres, com quase um terço dos cidadãos se sentindo inseguros devido aos fogos de artifício. Pesquisas indicam que 43% da população apoia a proibição total do uso privado de fogos, enquanto apenas 22% dos alemães planejam usá-los. Com um crescente debate sobre a tradição e seu impacto ambiental, a Alemanha se vê diante de um dilema sobre a continuidade dessa prática festiva.

Compartilhe esta notícia