O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, que envolve países como Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, ainda não foi assinado, mesmo após mais de duas décadas de negociações. Desde a declaração de um entendimento político em 2019, o tratado enfrenta forte resistência na Europa, especialmente de nações como França, Itália e Polônia, que expressam preocupações sobre concorrência agrícola e exigências ambientais.
As objeções levantadas por esses países têm dificultado a ratificação do acordo, levando a Comissão Europeia a buscar um consenso interno antes de avançar com o processo. Além disso, o Parlamento Europeu discute mecanismos de salvaguardas que poderiam limitar importações que impactem significativamente os mercados locais, uma medida que reflete a pressão por garantias adicionais para proteger os agricultores europeus.
Enquanto isso, o governo brasileiro considera o acordo uma prioridade diplomática, ressaltando que já foram feitos compromissos ambientais e comerciais ao longo das negociações. Entretanto, sem a superação dos impasses na União Europeia, a assinatura do tratado permanece indefinida, com projeções que podem levar a uma eventual ratificação apenas em 2026 ou mais tarde.

