Com a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a taxa Selic em 15%, algumas ações de empresas brasileiras têm se destacado por oferecer retornos em dividendos superiores a esse índice. De acordo com um estudo realizado pela Economática, diversas companhias conseguiram devolver aos seus acionistas até 60% do valor das ações em dividendos e juros sobre capital em um período de 12 meses. Esse cenário atrai a atenção dos investidores em busca de alternativas à renda fixa.
As empresas analisadas abrangem setores variados, incluindo tecnologia, bens de consumo e energia, e têm apresentado um volume médio de negociações acima de R$ 1 milhão por dia. O especialista Rodrigo Santoro, da Bradesco Asset, observa que as companhias estão se preparando para pagar dividendos extraordinários antes da nova tributação sobre lucros que entrará em vigor no próximo ano. Ele prevê que o dividendo médio do Índice Bovespa poderá aumentar para 7% a 8% até o fim de 2025.
Apesar da atratividade dos dividendos, Santoro ressalta que é difícil para grandes empresas manterem um dividend yield acima de 15% em condições normais. As flutuações no mercado e fatores como a queda do preço das ações podem influenciar esses retornos. Portanto, os investidores devem considerar o retorno total, que inclui dividendos e a valorização ou desvalorização das ações, enquanto buscam um equilíbrio entre segurança e oportunidades de lucro.

