O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, anunciou no último sábado, 15 de novembro, o início de reformas em empresas públicas do setor energético, incluindo a operadora nuclear Energoatom. Essa decisão surge após a revelação de um esquema de corrupção que desviou 100 milhões de dólares, conforme divulgado pelo Escritório Nacional Anticorrupção da Ucrânia. A crise resultou na destituição dos ministros da Justiça e da Energia, evidenciando a gravidade da situação.
Zelensky declarou que uma auditoria completa será realizada nas atividades financeiras das empresas envolvidas, com a promessa de uma resposta rápida a qualquer irregularidade encontrada. Além disso, um novo conselho de supervisão deve ser formado na Energoatom em uma semana. O presidente também enfatizou a importância de uma comunicação constante entre as forças de ordem e os órgãos de combate à corrupção, buscando restabelecer a confiança pública.
O setor energético, já fragilizado por ataques russos, enfrenta uma crise adicional com a necessidade urgente de transparência. A reforma proposta por Zelensky visa não apenas combater a corrupção, mas também assegurar a continuidade e a eficiência das operações energéticas essenciais para o país. As implicações dessas medidas podem ter repercussões significativas na governança ucraniana e na percepção internacional sobre a eficácia do combate à corrupção na Ucrânia.

