O UBS destacou que o Brasil precisa de um ajuste fiscal rápido e eficaz, alertando sobre os riscos de uma crise semelhante à da Grécia. No relatório, as economistas Solange Srour e Débora Nogueira afirmam que a alta carga tributária e os juros elevados dificultam um ajuste baseado em aumento de receitas, tornando essencial a redução de despesas permanentes.
O banco cita experiências internacionais, como de Canadá e Suécia, que mostram que ajustes rápidos focados em cortes de gastos são mais eficazes do que aumentos de tributos, que podem prolongar recessões. A análise sugere que, para restaurar a confiança dos investidores, o Brasil deve rever regras que aumentam automaticamente os gastos públicos e limitar subsídios, além de reformar os benefícios sociais existentes.
Por fim, o UBS enfatiza que a falta de disciplina fiscal pode elevar o prêmio de risco do país e pressionar a inflação. A instituição ressalta que um arcabouço fiscal robusto é fundamental para um funcionamento eficiente da política monetária, alertando que o gradualismo pode ser economicamente custoso em um cenário de juros globalmente altos.

