Trump intensifica ataque à BBC e à liberdade de imprensa

Gustavo Henrique Lima
Tempo: 2 min.

O presidente Donald Trump direcionou sua mais recente ofensiva contra a mídia à BBC, após a emissora ser acusada de editar de forma enganosa seu discurso proferido em 6 de janeiro de 2021. O documentário, exibido em outubro, gerou críticas acirradas e levou a renúncias na alta administração da BBC, incluindo a do diretor-geral. Trump, por sua vez, ameaçou processar a emissora, exigindo um pedido de desculpas público e compensações financeiras por danos que alega ter sofrido devido à cobertura negativa.

O conflito se intensificou após um conselheiro da BBC apontar uma suposta parcialidade institucional da emissora, o que reacendeu debates sobre a necessidade de revisão do financiamento público da BBC. Conservadores britânicos, incluindo ex-primeiros-ministros, clamam por mudanças profundas na emissora, argumentando que a cobertura jornalística atual é tendenciosa. A situação refletiu uma tendência mais ampla de Trump de atacar organizações de mídia que critica, com implicações para a liberdade de expressão e o papel da imprensa na democracia.

Defensores da BBC argumentam que os ataques são motivados politicamente e visam silenciar vozes críticas. A emissora se comprometeu a revisar suas práticas editoriais em resposta às críticas, mas o clima de desconfiança em relação à mídia persiste. Este episódio destaca como a batalha de Trump contra a imprensa não se limita aos Estados Unidos, mas se estende internacionalmente, levantando preocupações sobre os padrões de integridade jornalística em um ambiente cada vez mais polarizado.

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