No dia 8 de novembro, Rio Bonito do Iguaçu, no Paraná, foi atingido por um tornado que causou destruição e deixou mortos e feridos. O fenômeno meteorológico, classificado como categoria três, é considerado um dos mais intensos da história recente do Brasil, com ventos que ultrapassaram os 200 km/h. O evento ocorreu em uma área urbana, o que é raro, acendendo alertas sobre a crescente intensidade de fenômenos climáticos extremos no país.
Willians Bini, meteorologista da METOS Brasil, explicou que o sistema que provocou o tornado já se dissipou, eliminando o risco imediato de novos eventos. No entanto, ele enfatizou que o Brasil enfrenta um aumento na instabilidade climática, impulsionado pelas mudanças globais. Tornados, embora menos frequentes, têm se tornado mais comuns e devastadores, o que exige uma melhor estrutura de monitoramento e alerta no país.
Com a proximidade da COP30 em Belém, o tornado de Paraná serve como um lembrete da urgência em abordar as emergências climáticas. Bini destaca que, enquanto o mundo discute soluções para o aquecimento global, o Brasil já vivencia os impactos desses fenômenos. A crescente incidência de eventos extremos exige uma reflexão sobre estratégias de mitigação e prevenção para proteger a população.

