As taxas do Tesouro Direto abriram em alta nesta sexta-feira (28), refletindo a divulgação de dados do IBGE e do Banco Central sobre a situação do mercado de trabalho e das contas públicas no Brasil. A taxa de desemprego caiu para 5,4% no trimestre encerrado em outubro, um resultado que superou as expectativas do mercado. Ao mesmo tempo, a dívida pública bruta do governo aumentou para 78,6% do PIB, o que levanta preocupações sobre a sustentabilidade fiscal do país.
Além do impacto dos dados econômicos, a liquidez no mercado internacional foi reduzida devido a um pregão mais curto nos Estados Unidos, influenciando a dinâmica das taxas de juros. Nos títulos prefixados, as taxas subiram, com destaque para o título com vencimento em 2028, que passou de 12,69% para 12,81% ao ano. Títulos atrelados à inflação também apresentaram aumentos nas taxas, refletindo a pressão contínua sobre o mercado financeiro.
As implicações dessa alta nas taxas do Tesouro Direto podem ser significativas, especialmente em um cenário de juros elevados e um Banco Central que sinaliza a manutenção da Selic em níveis altos para controlar a inflação. A combinação de uma queda na taxa de desemprego e um aumento na dívida pública pode complicar as decisões futuras de política monetária. Observadores do mercado devem acompanhar de perto os próximos passos das autoridades financeiras para entender como esses dados moldarão a confiança dos investidores.

