Nesta sexta-feira, 28 de novembro de 2025, as taxas do Tesouro Direto no Brasil abriram em alta, em resposta a novas informações sobre o desemprego e a dívida pública. O IBGE anunciou que a taxa de desemprego caiu para 5,4%, superando as expectativas de analistas, enquanto o Banco Central revelou um aumento na dívida bruta do governo, que chegou a 78,6% do PIB. Esse movimento ocorre em um contexto de liquidez reduzida no exterior, devido ao feriado de Ação de Graças nos Estados Unidos.
As taxas dos títulos prefixados e atrelados à inflação também mostraram um aumento significativo. Entre os prefixados, o título com vencimento em 2028 subiu de 12,69% para 12,81% ao ano, e os papéis atrelados ao IPCA também registraram elevações. O cenário econômico, marcado por um superávit primário menor do que o esperado, levanta preocupações sobre a sustentabilidade fiscal e a possibilidade de cortes na taxa Selic, atualmente fixada em 15% ao ano.
Esses desenvolvimentos indicam um possível endurecimento das condições financeiras no Brasil, com investidores atentos às implicações para as políticas monetárias futuras. A combinação de um mercado de trabalho mais resiliente e uma dívida pública crescente pode complicar a estratégia do Banco Central em relação à taxa de juros. Assim, o cenário econômico permanece em constante evolução, refletindo as tensões entre crescimento e responsabilidade fiscal.

